O que é Planejamento Sucessório e por que você deve pensar nisso hoje

Você já parou para pensar no futuro da sua família?

Pouca gente gosta de falar sobre sucessão ou herança. É comum deixar esse assunto para depois, como se o tempo fosse resolver sozinho. Mas quando ele chega sem preparo, costuma deixar um rastro de dores, conflitos familiares e custos desnecessários.

O planejamento sucessório existe justamente para mudar esse cenário. Ele organiza o patrimônio de forma antecipada, para que tudo seja transmitido com clareza, economia de impostos e sem disputas judiciais. Não é um privilégio de grandes fortunas, qualquer pessoa com bens, mesmo que apenas um imóvel ou uma pequena empresa, pode (e deve) pensar nisso.

De forma simples, é um conjunto de estratégias jurídicas e tributárias que definem quem vai herdar o quê e como, ainda em vida. Pode envolver:

  • Testamento – para deixar claro a divisão de bens.
  • Doações – que permitem antecipar parte da herança, já organizando o futuro.
  • Holding patrimonial – uma empresa criada para administrar imóveis e reduzir custos na sucessão.
  • Protocolos familiares – que ajudam a manter a harmonia na gestão de empresas da família.

Ao contrário do que muitos pensam, não é algo engessado. Cada família tem sua realidade, e o plano deve ser feito sob medida. Nos manuais sobre o tema, há um ponto em comum: não existe receita de bolo.

Planejamento Sucessório: Por que pensar nisso agora?

1. Evitar conflitos familiares

Sem um planejamento, decisões sobre divisão de bens ficam para depois, e normalmente vão parar na Justiça. Imagine irmãos que herdam uma casa: um quer vender, outro quer morar. Sem acordo, o imóvel pode ficar anos sem uso, desvalorizando, enquanto a relação da família se deteriora.

Com o planejamento sucessório, o titular decide em vida e evita disputas que costumam desgastar não só o patrimônio, mas também os laços familiares.

2. Reduzir custos e impostos

Pouca gente sabe, mas o inventário – processo obrigatório para transferir bens após a morte – pode consumir até 20% do valor do patrimônio, somando ITCMD, taxas, custas e honorários.

Por exemplo:

  • Um imóvel avaliado em R$ 500.000,00 pode gerar cerca de R$ 40.000,00 a R$ 50.000,00 em custos para os herdeiros.
  • Com planejamento, parte desses custos pode ser evitada com estratégias legais de doação ou holding patrimonial.

3. Segurança e clareza para a família

Planejar não é só uma questão de economia. É principalmente sobre tranquilidade. Quando a família sabe exatamente como será a divisão, evita surpresas, discussões e a sensação de injustiça.

Como funciona o Planejamento Sucessório

  • Análise do patrimônio – levantamento de bens, dívidas e objetivos familiares.
  • Escolha dos instrumentos jurídicos – testamento, doações, holding, trust, protocolo de sócios etc.
  • Avaliação tributária – cálculo dos impostos para reduzir custos sem comprometer a segurança jurídica.
  • Formalização – elaboração de documentos, registros e contratos válidos.
  • Revisão periódica – porque a lei e a vida mudam, e o plano precisa acompanhar essas mudanças.

📌 Exemplos reais do dia a dia

  • Caso 1: João tem apenas uma casa, onde mora com a esposa, e dois filhos. Sem planejamento, quando ele falecer, será necessário abrir inventário, custando caro e podendo gerar discussões entre os irmãos. Com uma doação em vida com cláusula de usufruto, João já define quem fica com o imóvel, continua morando nele e evita o inventário.

  • Caso 2: Maria é empresária e quer que a filha assuma a empresa quando ela se aposentar. Ao criar um protocolo familiar e um testamento, ela garante a continuidade do negócio e evita que os outros herdeiros questionem a decisão no futuro.

Não é sobre dinheiro, é sobre cuidar de quem você ama

Muitas famílias acreditam que só grandes patrimônios precisam de planejamento, mas qualquer bem pode ser fonte de briga e custo elevado quando não existe clareza.

O planejamento sucessório é uma forma de cuidar da família, evitando conflitos, protegendo o patrimônio e garantindo que a vontade do titular seja respeitada. É um ato de responsabilidade e amor.

Planejar a sucessão é cuidar do patrimônio, mas, acima de tudo, é cuidar da família que você ama.

Planejar a sucessão não significa antecipar problemas, mas prevenir dores e custos no futuro. Seja um imóvel simples ou uma empresa familiar, cada patrimônio merece ser organizado com cuidado.

Buscar orientação de uma advogada especialista é o passo mais seguro para analisar o caso, explicar todas as opções legais e desenhar uma solução que combine economia, proteção e harmonia familiar.

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Roneide Braga, advogada especialista em Direito Tributário pela Universidade de São Paulo (USP).
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